{"id":1872,"date":"2023-09-01T09:00:59","date_gmt":"2023-09-01T12:00:59","guid":{"rendered":"http:\/\/sindicarpa.com.br\/?p=1872"},"modified":"2023-09-01T15:19:12","modified_gmt":"2023-09-01T18:19:12","slug":"camara-aprova-projeto-que-prorroga-desoneracao-da-folha-de-pagamentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindicarpa.com.br\/index.php\/2023\/09\/01\/camara-aprova-projeto-que-prorroga-desoneracao-da-folha-de-pagamentos\/","title":{"rendered":"C\u00e2mara aprova projeto que prorroga desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos"},"content":{"rendered":"<p>A C\u00e2mara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (30) o Projeto de Lei 334\/23, do Senado, que prorroga a desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos para 17 setores da economia at\u00e9 31 de dezembro de 2027. Foi aprovado o texto da relatora, deputada Any Ortiz (Cidadania-RS). A proposta retorna ao Senado devido \u00e0s mudan\u00e7as aprovadas.<\/p>\n<p>A desonera\u00e7\u00e3o da folha substitui a contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal, de 20% sobre a folha de sal\u00e1rios, por al\u00edquotas de 1% a 4,5% sobre a receita bruta. A ideia \u00e9 que esse mecanismo reduza os encargos trabalhistas dos setores desonerados e estimule a contrata\u00e7\u00e3o de pessoas. O benef\u00edcio acabaria em 31 de dezembro de 2023.<\/p>\n<p>\u201cEsses setores s\u00e3o os que mais empregam no Pa\u00eds, com mais de 9 milh\u00f5es de empregos e, com certeza, a n\u00e3o prorroga\u00e7\u00e3o dessa pol\u00edtica implicaria milh\u00f5es de demiss\u00f5es e impactaria na sociedade como um todo\u201d, afirmou a relatora.<\/p>\n<p>A ren\u00fancia com a desonera\u00e7\u00e3o no setor privado \u00e9 estimada em cerca de R$ 9,4 bilh\u00f5es, segundo o Minist\u00e9rio da Fazenda.<\/p>\n<p><strong>INSS de munic\u00edpios<\/strong><br \/>\nO texto da deputada Any Ortiz tamb\u00e9m trata de outro tema, a diminui\u00e7\u00e3o da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria de todos os munic\u00edpios, que valer\u00e1 igualmente at\u00e9 2027 e ter\u00e1 uma varia\u00e7\u00e3o de 8% a 18% de acordo com o Produto Interno Bruto (<span id=\"4128\" class=\"termoGlossario\" title=\"\" contenteditable=\"false\" data-toggle=\"tooltip\" data-placement=\"top\" data-original-title=\"Indicador que mede a produ\u00e7\u00e3o total de bens e servi\u00e7os finais de um pa\u00eds, levando em conta tr\u00eas grupos principais: (1) agropecu\u00e1ria, abrangendo agricultura extrativa vegetal e pecu\u00e1ria; (2) ind\u00fastria, que engloba as \u00e1reas de extra\u00e7\u00e3o mineral, de transforma\u00e7\u00e3o, de servi\u00e7os industriais de utilidade p\u00fablica e de constru\u00e7\u00e3o civil; e (3) servi\u00e7os, que incluem com\u00e9rcio, transporte, comunica\u00e7\u00e3o, servi\u00e7os da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica e outros. A partir de uma compara\u00e7\u00e3o entre a produ\u00e7\u00e3o de um ano e do anterior, encontra-se a varia\u00e7\u00e3o anual do PIB.\">PIB<\/span>) de cada cidade.<\/p>\n<p>Atualmente, a contribui\u00e7\u00e3o patronal por contrata\u00e7\u00f5es pela Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho (CLT) \u00e9 de 20%, e o texto dos senadores previa 8% para cerca de 5.300 munic\u00edpios.<\/p>\n<p><strong>Debate em Plen\u00e1rio<\/strong><br \/>\nO projeto do Senado tramitou <span id=\"4069\" class=\"termoGlossario\" title=\"\" contenteditable=\"false\" data-toggle=\"tooltip\" data-placement=\"top\" data-original-title=\"Projeto que tramita em conjunto com outro que trate de mat\u00e9ria semelhante. O relator deve analisar todas as proposi\u00e7\u00f5es apensadas, que dever\u00e3o constar do seu parecer.\">apensado<\/span> ao PL 1016\/23, do deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO), que tamb\u00e9m trata da desonera\u00e7\u00e3o da folha e acabou rejeitado em favor do substitutivo ao texto dos senadores.<\/p>\n<p>Ayres elogiou o trabalho da relatora. \u201cN\u00f3s precisamos garantir previsibilidade e planejamento para essas empresas. Essa aprova\u00e7\u00e3o n\u00e3o impede a revis\u00e3o do tema com a reforma tribut\u00e1ria. O dinheiro que sobra para essas empresas vai se reverter em a\u00e7\u00f5es de desenvolvimento de tecnologias, de inova\u00e7\u00e3o, assegurando a maior competitividade desses setores da nossa economia\u201d, disse.<\/p>\n<p>Contra a desonera\u00e7\u00e3o, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) lamentou o que chamou de incoer\u00eancia. \u201cEsta Casa precisa ter coer\u00eancia. O impacto financeiro dessa desonera\u00e7\u00e3o pode chegar a R$ 30 bilh\u00f5es, uma irresponsabilidade total. Austeridade fiscal para pobre pode, e depois vir\u00e3o com a conversa de que \u00e9 preciso fazer outra reforma da Previd\u00eancia\u201d, criticou.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m contra o projeto, o deputado Tarc\u00edsio Motta (Psol-RJ) cobrou a manuten\u00e7\u00e3o de empregos. \u201cIsso gera mais empregos ou aumenta a margem de lucro das empresas? Os c\u00e1lculos s\u00e3o apresentados, n\u00e3o validados e nunca questionados. Como a desonera\u00e7\u00e3o dos munic\u00edpios n\u00e3o vai gerar mais empregos, o governo federal tem dinheiro sobrando para botar no INSS? Este \u00e9 um debate leg\u00edtimo, mas est\u00e1 sendo feito no lugar e na hora errados\u201d, argumentou.<\/p>\n<p>J\u00e1 o deputado Chico Alencar (Psol-RJ) lamentou o que considerou uso hist\u00f3rico de recursos p\u00fablicos para determinados setores. \u201cO projeto se choca com tudo o que foi alegado aqui em termos de arcabou\u00e7o fiscal. H\u00e1, na pol\u00edtica econ\u00f4mica brasileira, o hist\u00f3rico do improviso sempre em favor dos ricos, como foi com a pol\u00edtica de valoriza\u00e7\u00e3o do caf\u00e9, a compra de seu excedente com dinheiro p\u00fablico\u201d, afirmou.<\/p>\n<p><strong>Al\u00edquotas<\/strong><br \/>\nCom a desonera\u00e7\u00e3o, as empresas beneficiadas podem optar pelo pagamento das contribui\u00e7\u00f5es sociais sobre a receita bruta com al\u00edquotas de 1% a 4,5% em vez de pagar 20% de INSS relativo aos empregados pela Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho (CLT).<\/p>\n<p>Os setores beneficiados s\u00e3o: cal\u00e7ados, call center, comunica\u00e7\u00e3o, confec\u00e7\u00e3o\/vestu\u00e1rio, constru\u00e7\u00e3o civil, empresas de constru\u00e7\u00e3o e obras de infraestrutura, couro, fabrica\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos e carro\u00e7arias, m\u00e1quinas e equipamentos, prote\u00edna animal, t\u00eaxtil, tecnologia da informa\u00e7\u00e3o (TI), tecnologia de comunica\u00e7\u00e3o (TIC), projeto de circuitos integrados, transporte metroferrovi\u00e1rio de passageiros, transporte rodovi\u00e1rio coletivo e transporte rodovi\u00e1rio de cargas.<\/p>\n<p>Entretanto, at\u00e9 dezembro de 2027, haver\u00e1 redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquota de 2% para 1% para as empresas de transporte rodovi\u00e1rio coletivo de passageiros, com itiner\u00e1rio fixo, municipal, intermunicipal em regi\u00e3o metropolitana, intermunicipal, interestadual e internacional.<\/p>\n<p>Institu\u00edda em 2011 para alguns setores, principalmente TI, TIC e call center, a pol\u00edtica de desonera\u00e7\u00e3o foi ampliada para diversos setores da economia em 2014, mas sofreu diminui\u00e7\u00e3o devido \u00e0 grande ren\u00fancia fiscal a partir de 2018, permanecendo desde ent\u00e3o apenas para esses setores.<\/p>\n<p><strong>Cofins<br \/>\n<\/strong>O projeto tamb\u00e9m prorroga por igual per\u00edodo o adicional de 1% sobre a al\u00edquota da Cofins-Importa\u00e7\u00e3o, institu\u00edda pela <a class=\"linkLegislacao\" href=\"https:\/\/www2.camara.gov.br\/legin\/fed\/lei\/2004\/lei-10865-30-abril-2004-531830-norma-pl.html\">Lei 10.865\/04<\/a>.<\/p>\n<p>Essa cobran\u00e7a existe para tornar equitativa a tributa\u00e7\u00e3o sobre a receita bruta, tanto no mercado interno quanto na importa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Munic\u00edpios<br \/>\n<\/strong>Um dos pontos adicionados pelo Senado no texto do PL 334\/23 foi a diminui\u00e7\u00e3o, de 20% para 8%, da al\u00edquota do INSS para munic\u00edpios com popula\u00e7\u00e3o de cerca de 156 mil habitantes.<\/p>\n<p>A relatora, ap\u00f3s negocia\u00e7\u00f5es com l\u00edderes partid\u00e1rios, adotou o crit\u00e9rio da proporcionalidade do PIB de cada munic\u00edpio e do Distrito Federal, o que beneficia todos eles, independentemente da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o seguir\u00e1 uma grada\u00e7\u00e3o de acordo com o PIB per capita, conforme lista taxativa a ser publicada pelo Minist\u00e9rio da Fazenda, com base em dados do <span id=\"4178\" class=\"termoGlossario\" title=\"\" contenteditable=\"false\" data-toggle=\"tooltip\" data-placement=\"top\" data-original-title=\"\u00d3rg\u00e3o da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica federal, subordinado ao Minist\u00e9rio do Planejamento, Or\u00e7amento e Gest\u00e3o. \u00c9 o principal provedor de dados oficiais do Pa\u00eds, sendo respons\u00e1vel pela produ\u00e7\u00e3o, an\u00e1lise, pesquisa e dissemina\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es de natureza estat\u00edstica (demogr\u00e1fica, social e econ\u00f4mica), geogr\u00e1fica, cartogr\u00e1fica, geod\u00e9sica e ambiental.\">IBGE<\/span>:<\/p>\n<ul>\n<li>8% para os 20% de munic\u00edpios com menor PIB per capita;<\/li>\n<li>10,5% para aqueles entre 20% e 40% de menor PIB per capita;<\/li>\n<li>13% para as cidades entre 40% e 60% com menor PIB per capita;<\/li>\n<li>15,5% para munic\u00edpios na faixa de 60% a 80% com menor PIB per capita; e<\/li>\n<li>18% para os 20% de munic\u00edpios com maior PIB per capita.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A lista a ser publicada n\u00e3o ser\u00e1 alterada em raz\u00e3o de atualiza\u00e7\u00e3o futura do PIB ou da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para o l\u00edder do governo, deputado Jos\u00e9 Guimar\u00e3es (PT-CE), os munic\u00edpios enfrentam grave crise financeira e o acordo a que chegou a C\u00e2mara para incluir a grada\u00e7\u00e3o no pagamento &#8220;faz justi\u00e7a tribut\u00e1ria com todos os munic\u00edpios brasileiros&#8221;.\u00a0 &#8220;N\u00e3o poder\u00edamos discutir a desonera\u00e7\u00e3o sem inclu\u00ed-los nesse momento&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Guimar\u00e3es ressaltou, no entanto, que esta n\u00e3o \u00e9 uma boa pol\u00edtica, devendo ser revista no \u00e2mbito da reforma tribut\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>Noventena<\/strong><br \/>\nEm respeito \u00e0 regra da noventena, segundo a qual nenhum tributo poder\u00e1 ser alterado antes de 90 dias de sua publica\u00e7\u00e3o em lei, tanto o aumento da Cofins-Importa\u00e7\u00e3o quanto a diminui\u00e7\u00e3o do INSS para munic\u00edpios (ren\u00fancia de receita) entrar\u00e3o em vigor no primeiro dia do quarto m\u00eas subsequente ao m\u00eas de publica\u00e7\u00e3o da futura lei.<\/p>\n<p><strong>Emenda rejeitada<\/strong><br \/>\nO \u00fanico <span id=\"4027\" class=\"termoGlossario\" title=\"\" contenteditable=\"false\" data-toggle=\"tooltip\" data-placement=\"top\" data-original-title=\"Pedido feito por deputado ou l\u00edder de partido para votar, de forma separada, emenda ou parte do texto. A vota\u00e7\u00e3o ocorre ap\u00f3s a aprova\u00e7\u00e3o do texto principal.\">destaque<\/span> votado e rejeitado pelo Plen\u00e1rio, do Psol, pretendia aprovar emenda do deputado Guilherme Boulos (Psol-SP) para proibir empresas beneficiadas pela desonera\u00e7\u00e3o de demitir sem justa causa ou reduzir o sal\u00e1rio de seus empregados nos seis meses ap\u00f3s o encerramento do novo prazo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia C\u00e2mara de Not\u00edcias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A C\u00e2mara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (30) o Projeto de Lei 334\/23, do Senado, que prorroga a desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos para 17 setores da economia at\u00e9 31 de dezembro de 2027. Foi aprovado o texto da relatora, deputada Any Ortiz (Cidadania-RS). A proposta retorna ao Senado devido \u00e0s mudan\u00e7as aprovadas. 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