{"id":2021,"date":"2023-10-04T10:00:14","date_gmt":"2023-10-04T13:00:14","guid":{"rendered":"http:\/\/sindicarpa.com.br\/?p=2021"},"modified":"2023-10-09T10:29:38","modified_gmt":"2023-10-09T13:29:38","slug":"mercado-adota-novas-solucoes-no-transporte-de-cargas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindicarpa.com.br\/index.php\/2023\/10\/04\/mercado-adota-novas-solucoes-no-transporte-de-cargas\/","title":{"rendered":"Mercado adota novas solu\u00e7\u00f5es no transporte de cargas"},"content":{"rendered":"<p>As perdas com roubo de cargas e acidentes rodovi\u00e1rios s\u00e3o historicamente expressivas no Brasil e tiram o sono das transportadoras, embarcadores e seguradoras que atuam no pa\u00eds, mas os investimentos na elabora\u00e7\u00e3o de planos de gerenciamento de riscos (PGRs) e em medidas preventivas de seguran\u00e7a come\u00e7am a apresentar resultados quando comparados a anos recentes, embora ainda t\u00edmidos.<\/p>\n<p>Segundo dados da Superintend\u00eancia de Seguros Privados (Susep), as indeniza\u00e7\u00f5es pagas pelas companhias seguradoras no primeiro semestre deste ano somaram R$ 1,33 bilh\u00e3o, o que representa um \u00edndice de sinistralidade de 52,3% ante o volume de pr\u00eamios de R$ 2,59 bilh\u00f5es. No mesmo per\u00edodo de 2022, com uma arrecada\u00e7\u00e3o menor, o \u00edndice de sinistralidade havia sido de 57,6%.<\/p>\n<p>Segundo Roberto Mira, vice-presidente de seguran\u00e7a da Associa\u00e7\u00e3o Nacional do Transporte de Cargas e Log\u00edstica (NTC&amp;Log\u00edstica), o setor tem investido em solu\u00e7\u00f5es que buscam acompanhar em tempo real a localiza\u00e7\u00e3o e o status das cargas, o que auxilia na identifica\u00e7\u00e3o de poss\u00edveis problemas e na tomada de decis\u00f5es r\u00e1pidas para solucion\u00e1-los. No caso das seguradoras, as estrat\u00e9gias de precifica\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise de riscos envolvem recomenda\u00e7\u00f5es na formula\u00e7\u00e3o dos PGRs, afirma Adriano Yonamine, diretor de transporte da Sompo, que ocupa a vice-lideran\u00e7a no ramo de seguro de cargas, atr\u00e1s da Tokio Marine.<\/p>\n<p>\u201cAs recomenda\u00e7\u00f5es \u00e0s transportadoras variam caso a caso, como utiliza\u00e7\u00e3o travas espec\u00edficas, iscas na carga, rastreamento via sat\u00e9lite, treinamento de colaboradores, plano de rotas e paradas para cada transporte. A ado\u00e7\u00e3o de um plano eficiente permite que haja recupera\u00e7\u00e3o das cargas roubadas. No ano passado, o nosso \u00edndice de recupera\u00e7\u00e3o foi de 53%\u201d, afirma o executivo.<\/p>\n<p>\u201cO objetivo dos subscritores n\u00e3o \u00e9 apontar irregularidades na opera\u00e7\u00e3o do segurado, mas sim detectar riscos que possam causar grandes perdas\u201d, afirma Valdo Alves, diretor de transportes da Tokio Marine, que registra lideran\u00e7a no volume de pr\u00eamios de R$ 410,2 milh\u00f5es no primeiro semestre, no ranking da Susep.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros da Susep n\u00e3o fazem distin\u00e7\u00e3o entre o que foi pago pelas seguradoras em acidentes rodovi\u00e1rios e as ocorr\u00eancias com roubos de carga, que registram dados alarmantes. Em 2017, houve quase 26 mil casos e perdas de R$ 1,57 bilh\u00e3o, segundo estudo anual da NTC&amp;Log\u00edstica. J\u00e1 no ano passado foram registradas cerca de 13 mil ocorr\u00eancias (9,1% a menos do que o registrado em 2021) e perdas d R$ 1, 2 bilh\u00e3o, com predomin\u00e2ncia na regi\u00e3o Sudeste (85,18% dos casos, sendo 45,23% no Estado de S\u00e3o Paulo).<\/p>\n<p>H\u00e1 que se considerar o cen\u00e1rio ainda de pandemia nos dois \u00faltimos anos e que o Sudeste \u00e9 a regi\u00e3o mais rica e populosa do Brasil e, portanto, com mais fluxo de carga que o restante do pa\u00eds. Em determinadas situa\u00e7\u00f5es, o hist\u00f3rico da regi\u00e3o e a natureza das cargas encarecem as ap\u00f3lices. \u201cH\u00e1 regi\u00f5es em que adotamos m\u00e9tricas diferenciadas e especiais para preven\u00e7\u00e3o de perdas nas opera\u00e7\u00f5es log\u00edsticas\u201d, afirma Igor Di Beo, vice-presidente t\u00e9cnico da seguradora HDI, ressaltando que, nos \u00faltimos meses, o maior volume de sinistros vem de acidentes rodovi\u00e1rios.<\/p>\n<p>Os principais alvos dos criminosos, segundo NTC&amp;Log\u00edstica, s\u00e3o tradicionalmente produtos aliment\u00edcios, combust\u00edveis, medicamentos, autope\u00e7as e produtos t\u00eaxteis, com algumas novidades nos \u00faltimos meses. \u201cCom a expans\u00e3o da energia solar, notamos o aumento na frequ\u00eancia de roubos de placas solares\u201d, diz Luci Calheiros, diretor-executivo de neg\u00f3cios corporativos da Allianz Seguros.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 cargas em que h\u00e1 restri\u00e7\u00f5es de aceitamento, como animais vivos, armas, muni\u00e7\u00f5es, dinheiro em esp\u00e9cie e cart\u00f5es\u201d, diz Carlos Eduardo Pol\u00edzio, superintendente de seguro aeron\u00e1utico, casco e transporte da seguradora Mapfre, cuja carteira \u00e9 composta por 75% dos clientes no modal rodovi\u00e1rio.<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o entre transportadoras, embarcadores e seguradoras tende a se estreitar com a entrada em vigor da Lei n\u00ba 14.599\/23, conhecida como Lei do Transporte Rodovi\u00e1rio de Cargas. Pelas novas normas sancionadas pelo governo federal em junho, os seguros de responsabilidade civil do transportador de carga (RCTR-C), o do desaparecimento de carga (RC-DC) e o de responsabilidade civil de ve\u00edculos utilizado em transporte de cargas por danos a terceiros (RCV) passam a ser de contrata\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria por parte das transportadoras \u2013 at\u00e9 ent\u00e3o, o RC-DC e o RCV eram facultativos. Com a nova lei, a subscri\u00e7\u00e3o das ap\u00f3lices obrigat\u00f3rias deve estar firmada com base na elabora de um plano de gerenciamento de riscos acordado entre o transportador e a seguradora, com conhecimento do embarcador. Juntos, os contratos cobrem perdas e danos com acidentes (tombamento, colis\u00e3o, explos\u00e3o e inc\u00eandio), desparecimento de carga, furto e roubo.<\/p>\n<p>A medida caiu no agrado do setor. \u201cA avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 positiva no sentido de trazer de volta para as m\u00e3os dos transportadores rodovi\u00e1rios de carga o seu pr\u00f3prio direito de escolha dos seguros de sua pr\u00f3pria responsabilidade civil\u201d, afirma Marcelo Rodrigues, vice-presidente do Sindicato de Empresas de Transportes de Carga de S\u00e3o Paulo e Regi\u00e3o (Setcesp).<\/p>\n<p>A expectativa do setor \u00e9 que haja mais transpar\u00eancia no momento de um sinistro, reduzindo o risco de a\u00e7\u00f5es de regresso por parte da seguradora, que indenizava o dono da mercadoria e cobrava do transporta o valor da indeniza\u00e7\u00e3o, mesmo em casos em que o dano de um acidente fosse causado por terceiros. Embora a contrata\u00e7\u00e3o do seguro seja obrigat\u00f3ria para o transportador, o embarcador tem a op\u00e7\u00e3o de contratar uma ap\u00f3lice conforme suas necessidades. \u201cCada uma ter\u00e1 o seu custo conforme avalia\u00e7\u00e3o das seguradoras pelo risco contratado\u201d, diz Rodrigues.<\/p>\n<p>Para Luciano Santos, vice-presidente de P&amp;C e subscri\u00e7\u00e3o da Chubb Seguros, a lei deve aprofundar o di\u00e1logo entre transportadores e embarcadores quanto \u00e0s responsabilidades, mas ainda \u00e9 cedo para mensurar o impacto quanto ao volume de pr\u00eamios no mercado segura ressaltando que a expectativa \u00e9 positiva. \u201cEm um primeiro momento haver\u00e1 um aumento na quantidade de ap\u00f3lices emitidas, por conta das novas obrigatoriedades de contrata\u00e7\u00e3o, mas o volume financeiro n\u00e3o deve ter uma rela\u00e7\u00e3o direta\u201d, estima.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As perdas com roubo de cargas e acidentes rodovi\u00e1rios s\u00e3o historicamente expressivas no Brasil e tiram o sono das transportadoras, embarcadores e seguradoras que atuam no pa\u00eds, mas os investimentos na elabora\u00e7\u00e3o de planos de gerenciamento de riscos (PGRs) e em medidas preventivas de seguran\u00e7a come\u00e7am a apresentar resultados quando comparados a anos recentes, embora [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2023,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[64,58],"tags":[112,123,75,103,98,97],"class_list":{"0":"post-2021","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-logistisca-e-transporte","8":"category-noticias","9":"tag-documentacao","10":"tag-leis","11":"tag-ntclogistica","12":"tag-transportadores","13":"tag-transporte-de-carga","14":"tag-transporte-rodoviario"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sindicarpa.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2021","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sindicarpa.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sindicarpa.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sindicarpa.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sindicarpa.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2021"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sindicarpa.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2021\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2024,"href":"https:\/\/sindicarpa.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2021\/revisions\/2024"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sindicarpa.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2023"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sindicarpa.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2021"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindicarpa.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2021"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindicarpa.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2021"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}